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Fissuras e trincas na parede: quando são perigosas?

Por Poliana Simplicio, em

Fissuras aparecem em quase toda edificação, e a maioria não oferece risco. Algumas, porém, são o primeiro sinal de um problema que pode se agravar. Saber observar ajuda a decidir quando basta acompanhar e quando é preciso uma avaliação técnica.

Fissura, trinca e rachadura

No dia a dia, os termos são usados conforme a largura da abertura na parede. Uma nomenclatura usual, sem rigor normativo, é:

  • Fissura: abertura fina, como um fio de cabelo, geralmente superficial;
  • Trinca: abertura maior, que já pode atravessar o revestimento;
  • Rachadura: abertura larga, por onde às vezes passa luz ou ar.

Mais importante do que o nome é observar o comportamento: forma, posição, se está aumentando e se vem acompanhada de outros sintomas.

Sinais que costumam ser menos preocupantes

  • Fissuras finas e irregulares no reboco, em forma de mapa, muitas vezes ligadas à retração da argamassa;
  • Fissuras na junção entre parede e laje ou entre materiais diferentes, causadas por movimentação térmica;
  • Fissuras que surgiram nos primeiros meses após a obra e não aumentaram.

Mesmo nesses casos, vale registrar e acompanhar.

Sinais de alerta

Procure avaliação técnica se observar:

  • Fissuras inclinadas a cerca de 45 graus, principalmente a partir dos cantos de portas e janelas, que podem indicar recalque da fundação;
  • Fissuras em vigas, pilares ou lajes, sobretudo com manchas de ferrugem ou concreto desplacando;
  • Aumento da abertura ao longo de semanas ou meses;
  • Portas e janelas que passaram a emperrar;
  • Piso desnivelado ou com afundamento;
  • Trincas que aparecem logo após uma obra vizinha, escavação ou reforma no próprio prédio.

Como acompanhar uma fissura

Um acompanhamento simples já gera informação útil para a avaliação:

  1. Fotografe a fissura com uma régua ou trena ao lado, sempre do mesmo ponto.
  2. Marque as extremidades com lápis e anote a data.
  3. Repita o registro a cada duas ou três semanas.

Se as extremidades avançarem além das marcas ou a abertura aumentar, a fissura está ativa e precisa de diagnóstico.

O que a avaliação técnica faz

No laudo de patologias, a engenheira analisa o padrão das fissuras, a estrutura e o histórico da edificação para identificar a causa provável e o grau de risco. Só depois disso é possível definir o reparo correto. Tratar uma fissura ativa apenas com massa e pintura esconde o sintoma, mas a fissura volta, e o problema de origem continua.

Em caso de risco aparente, como peças estruturais deformadas, estalos ou desplacamento de concreto, afaste as pessoas do local e procure ajuda técnica imediatamente.

Precisa de uma avaliação técnica?

Cada edificação tem particularidades que só uma vistoria revela. Fale com a Polis e receba uma proposta por escrito.

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Engenheira Poliana Simplicio

Poliana Kaline Alves Simplicio

Engenheira civil (CREA-DF 32718/D-DF), especialista em engenharia diagnóstica e perita judicial cadastrada no TJDFT e no TJPE. Responsável técnica da Polis Engenharia Diagnóstica.

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